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One More Night

De todas as aventuras que vivi, de todos os caras que conheci e dos poucos homens que transei, o garoto dos 12 dias foi o mais intenso, o mais perfeito e o que ainda me dá um aperto no coração só de lembrar.

Desde que terminamos, nos vimos pouquíssimas vezes e em todas elas eu tive a mesma sensação: descer numa montanha russa interminável com um bando de borboletas frenéticas dentro do meu estômago.

Uma sensação não muito agradável, que por algumas vezes acabou com a minha noite.

De uns tempos pra cá, vivi muitas coisas e aprendi a me desvencilhar disso. Eu entendi que ele é aquele tipo de pessoa que é tipo droga: vicia e pode fazer mal se usado em doses exageradas ou constantes.

Acredito que seja exatamente isso que me puxe pra ele. Não puxe só a mim, mas puxe também as suas outras presas. Maldita natureza com suas leis naturais absurdas e injustas.

Semana passada passei por um problema pessoal e compartilhei inúmeras vezes em meu Facebook. Quando a situação enfim se resolveu, recebi um sms dele: que tal comemorar o final feliz comigo no motel?

Não se sei dizer ao certo o que senti quando li, foi um negócio estranho, afinal, ele queria me ter de novo. Resumindo, iria acontecer tudo de novo e eu iria sofrer MAIS UMA VEZ!

Decidi que iria e que agora seria diferente, pois eu estou diferente. Eu cresci, mudei e amadureci. não sou mais o mesmo cara que esteve com ele há alguns meses atrás. Agora eu sei pra onde vou e sei que, tudo que eu menos preciso agora, é de um amor no Brasil. Viajo em 5 meses e não quero deixar meu coração aqui.

Eu poderia encontrar 1 milhão de justificativas para sair com ele novamente e mais 1 milhão e 1/2 para não sair. A questão era um só: eu queria sentir aquilo mais uma vez. Eu PRECISAVA sentir aquilo de novo.

One More Night.

Como a vida é feita de riscos, me arrisquei.

No dia que recebi a sms fui até sua casa, conversamos e acabamos ficando. Combinamos de ir ao motel no outro dia e claro, eu mal dormi e passei o dia ansioso. Achando que a qualquer momento ele iria mandar um sms dizendo: pegadinha do malandro.

Mas ele não o fez.

Saímos no dia e horário combinamos e fomos ao mesmo motel que fomos da outra vez.

Ele me tratou como um príncipe. Tirou minha roupa com o maior cuidado do mundo, a dobrou, a deixou em cima da mesa e me olhou com um olhar de desejo enorme. Era como se eu fosse UM em UM MILHÃO.

Fizemos o que tinha que ser feito e como da outra vez, foi sensacional. Arriscaria dizer que foi até mais, pois eu estava seguro e sabia com quem eu estava lidando.

Combinamos de, quem sabe, fazer isso mais vezes até minha viagem.

Ps: Eu não liguei no dia seguinte e nem mandei sms e ele, claro, também não o fez.

Acho que estou evoluindo e já posso brincar de ter um PA.

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Será mesmo que o próximo pode ser melhor?

Eu tenho uma teoria que se encaixa perfeitamente em vários aspectos da vida, mas que faz muito mais sentido quando aplicada à relacionamentos: a teoria de que que o próximo pode ser melhor.

É bem simples de entender.

Suponhamos que você esteja com alguém, vocês estão se curtindo, mas ainda não estão completamente apaixonados. Você gosta do relacionamento, mas não tem nada de tão especial assim que te faça lutar ou insistir nele. Enquanto estiver rolando, ótimo e caso acabe, ninguém vai entrar em depressão.

Eis que o cara comete um pequeno deslize. Uma falta, seja ela grave ou não. Inconscientemente o relacionamento perde força, você fica mais desanimado e começa a pensar: enquanto estou com ele, perco a chance de estar com outra pessoa que pode ser melhor do que ele. Quem sabe mais bonito, mais alegre, mais gostoso, mais compreensivo, mais simpático, mais preocupado e mais “n” coisas.

É exatamente nesse momento que a teoria faz sentido.

Afinal, o próximo pode ser melhor! O próximo sempre pode ser melhor. Então, pra que ficar com esse que não está tão bom assim?!

Muitos de nós damos razão a essa teoria e acabamos terminando o relacionamento, na espera do tão “perfeito” próximo. O problema é que isso vicia e o próximo, nem sempre é melhor. E se ele não for, o próximo, depois dele, ainda pode ser.

Resultado? Ciclo infinito de próximos. No fim, a gente teve 21313445 relacionamentos e todos acabaram porque o próximo poderia ter sido melhor e não foi.

Relacionamento bom, seja ela duradouro ou não, é baseado na maturidade. Se os dois não forem maduros pra se relacionar, a teoria vai fazer muito mais sentido pra eles. Se ao menos um dos envolvidos estiver maduro, ele vai saber lidar com as instabilidades do outro e, juntos, eles trabalharão pro relacionamento dar certo.

Ao invés de viver nessa realidade utópica do próximo, é muito mais fácil aceitar e aprender a conviver com os erros, defeitos e características do outro. O tempo, só o tempo, é capaz de ajeitar e encaixar as coisas.

Resumindo, antes de terminar seu relacionamento e de não dar chance pra ele dar certo porque o próximo pode ser melhor, pare pra pensar e continue com ele. O tempo vai mostrar onde você deve mudar e onde ele deve mudar.

Só assim a gente cresce e amadurece.

A hora da verdade

Existem 3 tipos de saídas do armário:

1) Pra si mesmo – a mais importante de todas.
2) Pros amigos – a que tornará sua vida mais fácil e com certeza, muita mais leve e divertida.
3) Pra família – a mais difícil e dolorosa de todas.

Já passei pelas duas primeiras e creio que tenha, enfim, chegado a hora de passar a terceira fase, aniquilar o chefão, salvar o príncipe e ser feliz pra sempre.

Brincadeiras a parte, a vontade de me assumir pra minha família, em especial pra minha mãe, tem tirado meu sono e me feito pensar muito a respeito dessa decisão. Sempre ouvi de meus amigos, quando os questionava sobre o momento certo de dizer isso, que eu saberia bem quando tal momento chegasse e que ele até poderia ser doloroso, mas seria necessário.

Creio que ele tenha chegado e já está ansioso pra se tornar verdade.

Não consigo imaginar qual será a reação da minha mãe. Eu sei que ela é uma pessoa especial, íntegra e que sempre me apoia, mas o fantasma de me assumir ainda assusta.

Eu sempre comparo minha mãe com a Nora Walker, de Brothers and Sisters. Creio que, como toda mãe, elas são parecidas em vários aspectos. São dedicadas à família, aos filhos, aos netos e fazem de tudo para ver todos bem e debaixo da sua saia protetora.

Minha mãe é exatamente assim e também é viúva, o que as assemelha um pouco mais. Porém, não sei se minha mãe reagiria com a Nora reagiu ao saber da sexualidade do Kevin, seu filho gay.

Acho incrível a capacidade que seriados, novelas, filmes e livros tem de nos representar. Nesse momento, eu me sinto like a Kevin. Gay, assumido pra mim, pros meus amigos, vivendo um romance e com medo da reação da minha família ao saber quem eu realmente sou.

Só que no caso do Kevin, ao se assumir para a família, descobriu que esse “fardo” pode ser bem mais leve de carregar se for dividido e principalmente, foi motivado pela sua família a ser ele mesmo.

Eu gostaria que isso acontecesse comigo, na vida real e não só nos episódios de Brothers and Sisters. Sei que só vou descobrir se o fizer.

Me ajudem?

Ps: Pra não deixar o romantismo de lado, deixo vocês com um pouquinho da história de amor de Kevin e Scotty.