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Por que?

Por que ele?
Poderia ter sido com qualquer um, mas porque foi com ele?

Talvez porque ele preencha todos os requisitos mentais que eu criei para o homem perfeito?

Talvez seja obsessao?

Nao sei.
So sei que me tira o sono.

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O cara do nome diferente

De repente, não tinha mais ninguém ali. Éramos só nós dois, um para o outro. Estava tudo perfeito, da luz ao som, do calor aos calafrios e do toque à pele.

O encaixe do beijo, a respiração ofegante e a vontade de fazer mais. Tudo estava em sintonia e era como se nos conhecêssemos há anos.

Mas não nos conhecíamos. Havíamos acabado de trocar olhares, de se aproximar e eu havia acabado de rir do nome dele (que era bem engraçado).

Creio que ter rido do nome dele tenha quebrado o gelo em 80% e, na minha opinião, tenha feito ele me beijar e acontecer o que você leu acima.

Poderia ser uma balada como outra qualquer, mas o destino – ah o destino – ele brinca com a gente. Naquele sábado a noite, eu nem para aquela balada ia, o combinado era ir pra uma outra com os amigos, mas surgiu um imprevisto e acabamos ali. O mesmo aconteceu com ele, segundo suas próprias palavras, naquele sábado ele queria ficar em casa, ao invés de ir pra balada de sempre, ver as pessoas de sempre e correr o risco de “pegar alguns caras”.

Foi diferente. Diferente para os dois.

Não sou uma pessoa cética, acredito que existem forças que regem o universo e que as vezes, mesmo que por brincadeira, gostam de juntar e separar almas, por pura diversão. Será que aconteceu comigo?! Não sei e nunca vou saber, mas cabe a mim acreditar em algo e dar um significado mais profundo – ou não – as coisas que eu vivo.

Eu fico com a segunda opção. Vai que, naquele momento, naquela noite, ele era minha alma gêmea? Ou você acredita mesmo que só exista uma ÚNICA alma gêmea destinada à você?

Sei lá, eu prefiro acreditar que existem várias almas gêmeas da minha por ai, espalhadas por esse mundão-de-meu-Deus e que eu posso encontrá-las ao longo da caminhada da minha vida. Cada uma, com seu jeito único e especial, vai me prender por um certo tempo. E claro, estou propício a me prender a alma de outra pessoa e assim vai. Esse é o jogo.

Naquele momento, a nossa alma era gêmea. Elas se uniram e a gente se interpretou. Sabe quando você encontra alguém e tem a absoluta certeza que essa pessoa não vai te machucar ou te ferir e que tudo que vocês viverem, seja somente naquele momento ou que se estenda por MUITOOOOOO tempo, vai ser prazeroso e deixar lembranças maravilhosas? Então, foi assim.

Eu senti que ele era bom, ele sentiu que eu era bom e assim ficamos, a balada toda. Uma hora, a festa acabou e tive que ir pra casa e ele também. Porém, ao contrário de diversas outras vezes em que eu sai da balada pensando: O que eu fiz? Será que ele vai me ligar mesmo? Será que valeu a pena? Será que é certo? E inúmeros “seras, porquês e o ques”, dessa vez eu sai em paz. Sai com o sorriso de orelha a orelha e com a absoluta certeza que eu tinha vivido um pequeno momento mágico na minha vida.

Talvez, por conta dessa paz, ele deu sinal de vida no dia seguinte. Estamos nos falando até hoje, ele lá e eu aqui (ainda não contei essa parte, mas ele mora em outra cidade).

Pode ser que a gente se veja de novo em breve, ou não. Eu quero que isso aconteça, mas nós nunca sabemos o dia de amanhã. Só sei, que mesmo que a gente não se veja mais, aquele momento que vivemos, vai ficar marcado na história dos dois.