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Em Busca do Equilíbrio

Nos últimos quatro dias pensei muito sobre o tema que conversei com The Silly e The Serious. Pensei bastante sobre nossa divisão e sobre a importância de cada em nossas vidas.
Realmente assim como foi dito por ambos em seus posts desta semana nossas vidas são divididas em 4 vertentes, e estas são responsáveis pela nosso equilíbrio ou não.
Elas são interligadas pela emoção, pela razão, pelo desejo, pela ambição, pela paz. Estão sempre andando juntas em nossos dias, e temos que nos dividir, sem abandonar nenhuma, e ai que esta o problema. Como equilibrar sem dar mais atenção a alguma?
Essa foi minha pergunta durante o passar de horas desses dias, como equilibrar? Como?
Minha conclusão foi a seguinte:
Agora não tem como!
Ok pausa para risos…

E ai vai a explicação:  Quando crianças a família e os amigos são nossa vida. Não temos nada além para nos preocupar. Vivemos a rotina infantil, de casa para escolha, da família para os amigos. E como não temos independência não temos que equilibrar nada. Mas a adolescência chega e com ela vem os amores, esses que dominam nossas emoções e tomam toda a atenção, todo o tempo e aprendemos a lidar com família, amigos e amores, o que já parece impossível, e quando achamos que não poderia complicar, nos chamam de adultos, e vem o trabalho para deixar – nos mais confusos ainda, com menos tempo para a família, para os amigos e amores.
Até aqui acredito que todos estejam se perguntando: ‘ Você pensou a semana toda para deduzir isso? OI’… Calma ai vem a explicação.
Quando crianças e adolescentes nos não nos preocupamos com isso, pulamos de cabeça na vida, somos inconseqüentes, não temos medo, e muito menos traumas e perdas, nossos valores são pequenos e nossos princípios estão sendo formados, mas quando adultos tudo muda, queremos conclusões, queremos tudo, mas somos responsáveis, a família é mais importante que antes, o trabalho é necessário, os amigos são nossa válvula de escape e os amores são nossa esperança de um dia termos ‘nossa’ família.
Tudo fica complicado, não existe o que tem mais valor, mas ao mesmo tempo temos que valorizar mais algo, o mundo pede isso. Trabalhar a cada dia mais, pois o futuro depende disso, sua carreira depende disso. Curtir sua família ao extremo, pois se erramos crianças e nossos pais e avos adultos, hoje nos somos adultos e o tempo para eles parece mais acelerado. Os amores requerem mais cuidado, agora temos cicatrizes das loucas paixões da adolescência, temos mais esperança e queremos a cada dia mais uma parceria estável. E ainda tem os amigos, que assim como você tem que lidar com tudo, e mesmo assim estão ao seu lado quando precisa daquele momento de descontração.
Pois é, a vida não é nada simples. E quanto antes equilibramos as coisas, menos nos arrependeremos quando nossa força tiver acabado, nossa carreira estiver construída e nossos pais e avos não mais aqui estiverem.

Essa semana percebi também o quanto estou longe deste equilíbrio, o quanto minha família é importante, eles são minha base, minha estrutura. O quanto tenho que dedicar mais tempo ao trabalho, pois o futuro espanca portas e janelas.  O quanto o amor é fundamental na minha vida, é meu ar, meu combustível. E o quanto faz falta um abraço dos amigos, os quais entendem a loucura, mas mesmo assim sentem sua falta.


Acho que meu post foi para outro lado, mas mesmo assim deixo meu desejo de equilíbrio nas entrelinhas!!!!

😉 

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Os 4 pilares da vida

Em uma conversa deliciosa num café recém-inaugurado aqui na cidade, eu, The Serious e The Ginger divagando e filosofando sobre diversos assuntos, falávamos também sobre a vida. Chegamos a conclusão de que ela tem 4 pilares de sustentação principais, seriam eles: a família, o trabalho, a amizade e o amor.

A família é o pilar de sustentação matriz, sem ela, nós nem aqui estaríamos. É no seio familiar que somos quem somos de verdade, sem máscaras e sem fingimentos. É na família que os maiores conflitos são enfrentados e também é nela que somos provados de verdade. O pilar da família é o único que pode suportar 100% os problemas dos outros pilares. Pra lá você pode levar suas crises no trabalho, seus problemas com seus amigos e também, seus problemas do coração. A família suporta tudo e te ama do jeito que você é.

O trabalho, na vida de muita gente, é o pilar principal. É o pilar do sustento, o pilar da afirmação e o pilar da independência. O trabalho enobrece o homem e nos faz acordar toda amanhã sabendo que fazemos parte de um processo ou de um propósito. Sem o trabalho, nós não seríamos ninguém. Não teríamos uma profissão, não teríamos um economia e nem seríamos especialistas em nada. Para o trabalho nós não podemos levar nada relacionado aos outros pilares, ele é um pilar bastante carente e quer atenção exclusiva.

A amizade é o pilar mais leve, mais camarada e mais maleável de todos. A amizade é um sentimento evoluído, entende as diferenças de cada um e foca sempre nas semelhanças. É na amizade que começamos a exercitar os outros pilares, ou alguém aqui nunca brincou de escritório, de casinha ou teve um (a) namoradinho (a) quando era criança? A amizade pode suportar, assim como a família, os problemas dos outros 3 pilares, mas cuidado, nem toda amizade é forte o suficiente pra isso. Algumas são mais superficiais do que outras e precisamos tomar muito cuidado com quem chamamos de fato, amigo.

Por fim, o amor é o pilar que nos faz acordar toda manhã com vontade de viver, de se embelezar, de se cuidar, de se sentir bonito e amado. É o amor que move o mundo. Podem até falar que é o trabalho, mas é um ledo engano. Quem move o mundo mesmo é o amor. Os vários tipos dele, o amor ao trabalho, o amor à família, o amor aos amigos e até o amor às plantas e os animais. O amor, na teoria, deveria aceitar também todos os problemas dos outros pilares, mas na prática, isso raramente existe. O amor, até amadurecer de verdade e evoluir, é muito egoísta. É muito comum ver pessoas abandonarem a sua preocupação com os outros pilares, principalmente a família e a amizade, por causa do amor.

O amor nos suga e pode ser devassador. Muita gente ainda complica mais e confunde paixão com amor. Paixão é o amor girino, é o amor criança, é o amor se formando, é o amor em fase embrião e não deve ser levado tão a sério. Se você está apaixonado, você ainda não está amando. Tem gente que acha que está e aí, faz caquinha.

O amor deveria aceitar os problemas dos outros pilares e diferente da família, que vai te dar apoio e cuidar de você até as feridas sararem e você estiver pronto pra continuar, ele vai ir além, vai segurar nas suas mãos, olhar nos seus olhos e dizer: vamos junto, estou contigo! Ah se isso sempre acontecesse, teríamos muito mais gente feliz no mundo, mas temos que entender que, até o amor virar família, muita água vai rolar.

Na realidade, nós não deveríamos buscar só um amante, mas sim um companheiro, um parceiro. Alguém que vai nos fazer tão bem e tão feliz, que todos os outros pilares serão beneficiados com isso.

Todos devemos saber qual pilar é nosso foco maior, assim, fica mais fácil nutrir o pilar que anda mais fraquinho e manter a vida em equilíbrio. Pois já diziam as revistas de dieta: um vida equilibrada é muito mais saudável. Felizes daqueles que encontram o equilíbrio entre esses 4 elementos e conseguem manter sua vida sustentada e firme contra qualquer tempestade.

E você, qual o seu pilar principal?